Gourmet

A baiana Sônia

Bistrô da Sônia serve quitutes baianos e um curry-bratwurst para os amigos do marido

O primeiro restaurante da Sônia ficava na sugestiva rua da Lingüiça e se chamava Cantinho do Juquinha; o segundo recebeu o nome de Rumpelstilzcmen por influência do marido alemão; o terceiro foi o quiosque Sunset, na praia da Tartaruga e, só no quarto, no centro da cidade, recebeu o nome definitivo de Bistro da Baiana, hoje uma referência da comida baiana, em Búzios, point dos apreciadores da condimentada culinária brasileira, incluídos os turistas estrangeiros.

A baiana do bistrô que na placa é escrito em francês, sem o acento, é Sônia Teixeira, 42 anos, uma sorridente baiana de Vitória da Conquista, filha do pedreiro Clemente e de dona Adalgisa, que ainda jovem foi estudar Contabilidade na capital , Salvador, onde trabalhou em diversos escritórios antes de abrir, aos 28 anos de idade, uma butique & clínica de estética, que não vingou devido aos planos econômicos.

De Salvador, Sônia partiu para a cidade fluminense de Cabo Frio onde mais uma vez tentou sem sucesso abrir uma butique, sendo desta vez enganada pela sócia. Foi aí que descobriu Búzios, no início como contabilista de escritórios e pousadas e, depois, como restauranteur de comida típica baiana.

Como sempre adorou cozinhar e aprendeu sozinha a fazer quitutes baianos, abriu seu primeiro restaurante Cantinho do Juquinha com o sócio Juquinha, na rua da Lingüiça, tendo como clientela principal o pessoal da antiga TV Búzios. Quando abriu seu segundo restaurante já estava casada com o alemão Bernd Pfeiffer, daí o Rumpelstilzcmen, nome de um anão, personagem dos livros dos Irmãos Grimm. A intenção era a de suscitar a curiosidade dos clientes pelo estranho nome alemão para restaurante de comida baiana.

Depois de uma passada pelo quiosque turístico Sunset, na praia da Tartaruga onde servia deliciosas moquecas de frutos do mar, Sônia abriu seu primeiro bistrô, o Bistro da Baiana, ao lado do Cilico's bar, em Manguinhos, que mais uma vez recebeu a influência do marido que preferiu o nome escrito, em francês, para atrair os turistas estrangeiros que freqüentam Búzios.

Ali passou nove meses até se mudar para o Centro da cidade (rua Manoel de Carvalho, 11, a rua do Banco do Brasil), onde o Bistro da Baiana virou point da culinária típica brasileira. Trata-se de um bistrô abrasileirado, um balcão simples em madeira e, do lado de fora, dez mesas ao ar livre, na calçada. Na fachada, pinturas de motivos baiano-nordestinos do francês-buziano Pierre Bardeau.

No cardápio (preços convidativos) também ilustrado por Bardeau, as delícias da baiana Sônia: acarajé, casquinha de siri, moquecas de peixe ou camarão, bobó de camarão, caruru, vatapá, carne-de-sol, sarapatel e, para acompanhar, caldos (camarão, peixe, sururu) e feijão-de-corda.

E para satisfazer os amigos alemães do marido Bernd, o cardápio oferece um autêntico curry-bratwurst (salsicha & curry), mas com muito axé da baiana Sônia.

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