Rua das Pedras



CAMINHE CONOSCO E CONHEÇA A BADALADA RUA DAS PEDRAS


A Rua das Pedras, a mais badalada da cidade de Búzios era, na década de 60, apenas uma passagem em terra-batida a caminho do mar. Casas de pescadores nativos com pitangueiras no quintal de areia, só umas 10. O comércio chegou com o armazém de secos & molhados do seu Antônio Alípio da Silva e, depois, mais adiante, com o Bar Central, lugar de comes & muitos bebes dos boêmios locais.

Armazém do Seu Alípio

Pedras pés-de-moleque

As pedras da rua chegaram bem depois, já na década de 70, iniciativa do já falecido empresário carioca César Thedim junto com o jovem arquiteto Octávio Raja Gabaglia. A colocação dos pés-de-moleque permitiram a circulação dos veículos dos poucos forasteiros da época.

Renata no "armazém"

A "embaixadora" do Rio na cidade, RENATA DECHAMPS, é testemunha ocular dessa obra, já que em 1968 comprou por 24 mil dólares o Armazém do Alípio, para transformá-lo na sua bem freqüentada casa de veraneio que hospedou "Deus e o mundo". Naquela época, além das pitangueiras, havia os pés-de-bola, árvores cujas sementes era matéria prima para as carrapetas (piões) feitas por garotos como TONINHO PORTUGUÊS, artista hoje reconhecido por reproduzir a bico-de-pena os peixes buzianos.

É dessa década, também, o batismo do antigo caminho como Avenida José Bento Ribeiro Dantas, que "inicia quando a cidade começa e termina onde a cidade acaba", isto é, no mar. Esta homenagem é a mínima que a cidade podia prestar ao DOUTOR BENTO, bem sucedido empresário já falecido, hoje venerado na cidade por ter ajudado muitas famílias de moradores.

Com a descoberta da cidade pelo turismo, essa avenida virou Rua das Pedras no trecho dos pés-de-moleque e ficou mundialmente famosa pelo footing e pelo slogan rua-do-vai-e-vem-onde-ninguém-come-ninguém. Proibida à circulação de veículos, é onde madrugada adentro há o vai-e-vem dos jovens, coroas, saradas, barangas, socialites, emergentes, turistas, visitantes etc... Nos meses de verão, há congestionamento de pedestres em busca dos bares, restaurantes, azarações, creperies e lojas de sofisticadas grifes abertas também à noite. Resumindo: a Rua das Pedras é uma festa.

Rua by day

Caminhe conosco pela Rua das Pedras em direção ao cais da cidade e conheça seus points e personagens, a primeira delas, Renata Dechamps, a dona da casa amarelada de portas azuis, de número 13, originalmente o Armazém do Alípio.

Livraria Book' Store

Logo a seguir, na primeira galeria à esquerda, a livraria BOOK STORE e à direita, o restaurante da pousada La Coloniale e onde se come a melhor batata roësti da cidade, feita pelo argentino-buziano Pachu. Im-per-dí-vel! Ao fundo da moderna galeria em frente a pousada, uma ousada escultura do artista ALFREDO RAINHO que, juntamente com a mulher Nádia, tem atelier na cidade. Nas imediações desta galeria você tem a chance de ver e ouvir o JOÃO DO BANJO tocando suas composições em homenagem às praias buzianas. Pare e dê uma força para este buziano de 83 anos !

Restaurante do Pachu
Escultura do Rainho

Andando mais um pouco, a sorveteria MIL FRUTAS e, depois, a creperie CHEZ MICHOU, point muito prestigiado pela garotada, e cuja história começa com uma família belga que servia sanduíches numa lojinha e, um dia, "inventou" os crepes. O sucesso foi tão grande que a família montou em frente o charmoso restaurante PÁTIO HAVANA (com música ao vivo da melhor qualidade), o PETIT CAFÉ na galeria ao lado e, mais adiante, a churrascaria DON JUAN, todos de muito bom gosto.

Os ~gatos~ by day

O ~namoro~ by night

Na galeria do PETIT CAFÉ (Travessa dos Arcos) conheça as esculturas de duas crianças - menina junto a um chafariz e garoto pegando pipa no alto do poste, além dos gatos no telhado - criações de CHRISTINA MOTTA, a escultora da estátua da atriz Brigitte Bardot (Orla Bardot) e dos três pescadores em bronze puxando uma rede de arrastão (Praia da Armação), que de dia ou de noite parecem verdadeiros.

menina na fonte
Em busca da pipa

Em frente ao Chez Michou não deixe de visitar a loja de artesanato O ARCO DA VELHA, da mineira Fátima que, na filial da Praça dos Ossos, montou seu BISTRÔ DO ARCO, charmoso restaurante cujo cozinheiro é o marido suíço Philippe. Um boa praça.

Brigitta no seu Brigitta's

Vá em frente e entre, à esquerda, no restaurante BRIGITTA'S se quiser comer bem e desfrutar de um ambiente charmoso com vista para o mar, cenário idealizado pela tcheca Brigitta que já se tornou personagem da cidade. Em frente, o restaurante PARVATI, do Armando, outra figura da cidade e que serve saboroso cardápio.

Acervo Abigail

Se gostar de arte de bom gosto, atravesse a rua e visite o atelier da pintora ABIGAIL VASTHI SCHLEMM com seus enormes quadros figurativos e caso ela esteja presente, não deixe de bater um papo sobre a vida da arte e da arte de viver. De quebra, leve uma de suas obras para sua casa.

Bruce & Montarroyos

Depois vá adiante e escolha: à esquerda (bar Fashion), o guitarrista SERGINHO PIMENTEL toca músicas internacionais em ambiente agitado e de paquera; e à direita, torça para que esteja no mini-palco do bar CAFÉ CONCERTO o cantor, contra-baixista e compositor BRUCE HENRY, o novaiorquino de Manhattan que levou o jazz para Búzios quando dono da pousada & bar Estalagem que era ali no mesmo local. Imper-dí-vel !

Curta o footing do Cheval

Se estiver cansado de andar, mas quiser curtir ainda o footing da rua, pare no bar& restaurante AU CHEVAL BLANC, escolha mesa junto à calçada e peça ao dono da casa, o buziano Lelson ou ao garçom Bem-te-vi, a variada carta de vinhos para acompanhar sushis & sashimis, polvo à provençal ou a lagosta grelhada que está viva e à sua espera num viveiro de água salgada. A escolha é sua!

BB dormiu no AP:8

E saiba que ao lado, na Pousada do Sol, a atriz francesa Brigitte Bardot ficou hospedada no Natal de 1964 na suite número 8 que hoje ainda conserva na porta a inscrição: "Ap: de Brigitte Bardot". O dono da pousada era o argentino-buziano RAMON AVELLANEDA que, entre as inúmeras histórias, tem a de ser amigo de juventude de Che Guevara. Bem em frente, resistindo ao tempo e às tentações imobiliárias, um templo da igreja evangélica buziana cultiva ritos e tradições.

Aprenda a mergulhar !

Continue andando, se equilibrando nos pés-de-moleque do chão, e pare na esquina, na POUSADA CASAMAR, que não é somente uma pousada, mas também a sede da escola de mergulho CASAMAR, a melhor da região, tendo a frente o experiente gaúcho Kupeu. Em barco próprio, ele organiza mergulhos para veteranos do esporte e dá cursos em diversos níveis, inclusive para os que nunca mergulharam com aparelhos. Este "batismo submarino" dura meia hora no fundo do deslumbrante mar buziano. É fascinante!

Saboreie os chás indianos...

Se gosta de comida vegetariana com sabor e requinte, saia 15 metros da Rua das Pedras e, na ruazinha à direita, entre no restaurante SAMSARA, onde se come ótimas saladas e sopas, e se ouve histórias do Oriente contadas pelo dono Paolino, um ítalo-buziano que vive no eixo Búzios-Índia-Búzios. Em sua loja no térreo, livros, roupas e artigos orientais.

De volta à Rua das Pedras, mais um point preferido da garotada dourada, o GUAPOLOUCO, com sua arquitetura "torta" e colorida, a música animada e saborosos sanduíches. E na diagonal, o bar TAKATAKATÁ do "gringo" Kaiser, que tem cara e sotaque holandeses, mas é catarinense. No bar decorado com milhares de bilhetes-de-enamorados pendurados no teto, serve drinques e sadubas incrementados, enquanto dança e canta rocks da pesada com sua voz rouca. Im-per-dí-vel!

Visite o incrível Takatakatá!
Graaaande Tattoo...

Na galeria vizinha visite o CHICO TATTOO, outra figura da cidade que tem histórias incríveis e é considerado um dos melhores tattoos do país (o must deste verão são os piercings).

Jante na charmosa varanda

Em frente, mais uma dica para quem aprecia um bom prato de frutos do mar: o restaurante CIGALON que tem não só a boa culinária de Sônia Persiani, pupila do consagrado chef Cristophe Lidy, mas a charmosa vista da varanda voltada para o mar.

E aí, depois de uma caminhada de 150 metros e muita badalação chega-se ao fim da RUA DAS PEDRAS. Daqui para diante, os pés-de-moleques se transformam em paralelepípedos e começa outra curtição buziana ao longo da Praia da Armação.

E aí, depois de uma caminhada de 447 passos e muita badalação, que tal voltar e curtir tudo de novo: as modas mudam rápido na Rua das Pedras...

...rua-do-vai-e-vem...