Gourmet

Simplicidade & sofisticação

Nelsinho recebe no Quintal com simplicidade & sofisticação quem gosta de comer bem

Na família todos cozinhavam e o tataravô chegou a chefe de cozinha do Palácio Bandeirantes, sede do governo paulista. Mas para Nelsinho, a culinária foi durante anos apenas os sorvetes de manga que fazia quando criança. Santista de nascimento, estudou nos melhores colégios da cidade, formou-se em Turismo, dedicou-se à arte, tornou-se escultor com obras em alumínio expostas na Bienal de São Paulo, cenógrafo de teatro e professor do Curso Superior de Turismo, em Brasília, onde morou por 20 anos.

Nelsinho, ou melhor, Nélson Ramos Filho ainda tem, aos 51 anos de idade, cara de criança levada que um dia largou tudo para fazer o que gosta: cozinhar para os amigos. E foi assim mesmo que começou, ainda na capital federal onde, numa antiga estufa de sua chácara, rodeada de 120 pés de frutas, passou a receber amigos no seu Quintal - atelier culinário, um ambiente descontraído com apenas 32 lugares.

Era início dos anos 90, quando o Quintal do Nelsinho recebeu sua primeira cliente, uma oficial de chancelaria do Itamaraty que tinha conhecido numa festa palaciana. Isso bastou para que a propaganda boca-a-boca transformasse o lugar num point freqüentado pela República da Era Collor, ele mesmo freqüentador, mas também barrado por duas vezes em dias de casa cheia.

Contrariado em seu propósito, Collor deixou de freqüentar o Quintal, mas foi ao jantar organizado na casa do amigo Luiz Estevão que encomendou a Nelsinho o prato preferido do Presidente, um nhoque de batata inglesa e doce ao molho de camarão, queijo e pesto. A partir desse dia o prato passou a ser denominado Nhoque Presidente.

De 1990 a 97 o Quintal - atelier culinário recebeu conhecidos políticos e autoridades do Planalto, inclusive o senador Fernando Henrique Cardoso, o candidato Fernando Henrique Cardoso e o Presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas um dia, Nelsinho conheceu Búzios, encantou-se pelo pôr-do-sol buziano, viu-gostou-comprou um terreno no alto do Morro do Sapata, onde construiu sua casa-loft, um projeto ganho do amigo e arquiteto Octavinho Raja Gabaglia, seu amigo e vizinho.

Enquanto construía a casa, seu novo quintal, arrendou a pousada Barracuda nas imediações, assumiu sua cozinha, passou a receber os amigos brasilienses até que, em outubro de 1999, mudou-se para a casa nova, um loft com um salão envidraçado, uma cozinha & coifa aparentes e um jirau com closet & banheiro, seu quarto de dormir. Na varanda, rede branca e, no terraço, um barco enfeitado com flores, piscina e a vista panorâmica do mar buziano, de onde se avista ao cair da tarde, belíssimo pôr-do-sol.

E é neste atelier-do-bem-viver, ambiente simples & sofisticado, seu Quintal, que Nelsinho recebe 30 "amigos" para jantar em cinco mesas, todas previamente marcadas pelo fone (24) 623-1934, que de acordo com o dia, podem optar em degustar:

Nhoque Presidente; 20.000 léguas submarinas (massa regada à tinta negra da lula, com polvo ao alho & óleo); Camarões a Bali (com molho doce e picante); Vaca Profana (carne e condimentos) ; Ravioli de camarão ao molho de abóbora; espaguete com garoupa; e Bacalhau Ramos (bacalhau com nhoque, misturando sua origem portuguesa e italiana). De sobremesa, o imperdível Lady Di (sorvete de queijo com goiabada mole e quente).


BOM APETITE !