Bons Ventos

Primeira lição: domínio do kite
Manobras radicais de Poli

Pandorga, papagaio, cafifa, pipa, kiteboarding: que os bons ventos os levem...

As modalidades e manobras são complicadas na prática e nomes: tricks (saltos repetidos), expression session (manobras difíceis), speed (velocidade), tube challenge (surfar numa onda), jibe (troca de posição da prancha), orçar (contra o vento), mortal (até cinco giros), dead man (cabeça para baixo), 720 graus (dois giros sobre o corpo) e air railey (espécie de vôo).

Isto é fantástico, ou melhor, isto é Kiteboarding, o esporte do Verão Búzios 2001, mistura de surfe, windsurfe, wakeboarding, snowboard e pipa que exige do kiteboarder preparo físico, habilidade, experiência, coragem, imaginação e, muita prudência, já que não deve ser praticado em praias com banhistas.

Surgido no final dos anos 80 na cidade francesa de Montpellier, a partir dos irmãos Legaignoux que bolaram uma pipa com uma estrutura inflável que não afunda, o Kite (pipa) boarding virou moda na badalada ilha de Maui (Havaí) e chegou ao verão brasileiro pelas praias de Ipanema, Barra, Ilhabela, Floripa e as de Manguinhos e Tucuns, em Búzios.

Entre seus ainda poucos praticantes, está o quarentão Paulino Ferrari, pós-graduado em Administração de Empresas (varejo), mas que já em 1997 começava a inventar um kite deitado num carrinho que corria levado pelos ventos da pipa nas areias das praias havaianas, uma sensação na época. Depois evoluiu para um kitesky , passou pelo wakeboarding (puxado por uma lancha) até chegar ao kiteboarding.

Paulino Ferrari, o Poli

Freqüentador de Búzios há 20 anos, Paulino, ou melhor Poli começou a praticar para valer há dois anos e ano passado abriu sua loja Vandals, em Copacabana (www.vandals.com.br), que vende o equipamento importado WIPIKA. Ele também dá o curso de kite como o único instrutor habilitado oficialmente pela Kiteboarding School of Maui (Havaí).

A prática de kiteboarding exige, como equipamento, uma prancha especial com bota e/ou alças para se colocar os pés; uma pipa (kite) de poliéster com cabo de 30 metros; uma barra de controle; um trapézio (cinto com um gancho) e, para os iniciantes, colete salva-vidas.

A primeira lição do curso é em areia firme, empinando uma pequena pipa especial, onde você aprenderá a controlar o vento e as futuras manobras. Depois vai ter que aprender a se equilibrar sobre uma prancha dentro d'água.

E finalmente terá que controlar, ao mesmo tempo, uma prancha sob os pés, as ondas sob a prancha, os braços na barra de controle, o corpo no trapézio e o grande responsável por toda a adrenalina do esporte: o vento. E como recomendação número um, jamais se deve largar a pipa.

Que os bons ventos o levem...