Gourmet

Brigitta Anders

Brigitta é tcheca, poliglota e trocou Paris, Tóquio e Joanesburgo por Búzios

Nascida na cidade tcheca de Carluyvary, foi criada na Bavária alemã, passou a juventude em Paris, morou em Tóquio onde aprendeu a falar japonês, se casou em Joanesburgo (África do Sul) de onde veio conhecer os trópicos subindo o Rio Amazonas até o Peru. Dali passou pelos Andes, conheceu o Chile e a Argentina, morou no Rio de Janeiro e, finalmente, parou na aldeia buziana, onde tem charmosa guest house e um restaurante com deslumbrante vista para o mar.

Esta é Brigitta W. Anders nascida a 25 de março de um ano que não revela e que transmite sua energia através dos olhos vivos e azuis e do seu estilo de vida. Sua cidade natal fica perto da capital tcheca Praga, famosa por seus cristais e pelas termas freqüentadas por reis e gente vip.

Seu pai, artista plástico que pintava porcelana decidiu morar na Bavária, Sul da Alemanha, quando ela completou três anos de idade. Ali ficou até os 18 anos, quando foi morar em Paris, depois de arrumar emprego na Embaixada do Japão da capital francesa.

Falando tcheco e alemão fluentemente, precisava aprender bem a língua japonesa e nada melhor do que a prática do dia-a-dia na capital Tóquio, onde passou a morar. No caminho visitou Moscou onde conheceu um alemão, mais tarde seu marido. Da capital japonesa, onde ficou ano e meio, foi para Joanesburgo, capital da África do Sul, trabalhou na Câmara de Comércio Alemã, reencontrando aquele alemão com o qual finalmente se casou.

Brigitta e Peter, o marido, resolveram morar nos trópicos e saíram procurando um lugar paradisíaco pelo mundo. Primeiro subiram o rio Amazonas até o Peru, depois percorreram o Chile de trem, cruzaram os Andes, visitaram Bariloche e Buenos Aires, passaram por Montevidéu e optaram por morar no Rio de Janeiro.

O ano era 1971, o Rio vivia época culturalmente agitada. Brigitta se empregou primeiro na empresa alemã AGFA Filmes e, em seguida, na multinacional R. J. Reinolds Tabacco onde, especializada em marketing, foi por 15 anos gerente de produto. E separou-se do alemão de quem continuou amigo.

Em 1975 tinha um carro Puma conversível vermelho (estava no terceiro, mas acabou de vendê-lo) e foi nele que viajou ao "bucólico e charmoso povoado", sofrendo com os buracos da estrada por ter o carro uma suspensão muito baixa.

- Apaixonei-me por Búzios, passei a freqüentá-la e comprei por 60 mil dólares a casa de pescador de número 131 da Rua das Pedras que era do badalado cozinheiro argentino e querido amigo Gato Dumas, que por sua vez a tinha comprado sem documentação do Carlos César de Oliveira Sampaio, o Boy Sampaio, herdeiro de tradicional família da cidade - conta Brigitta.

Foto by Sergio Fleury

A casa que era residência virou a Brigitta's Guest House de pequenos e charmosos quartos com vista para o mar que alugava só para amigos. Quando, em 1995, decidiu morar em Búzios, transformou o restaurante (fone 623-6157) em charmoso point buziano onde no aconchegante ambiente se degusta pratos impecáveis, como lagosta e o goulash com "receita da mamãe", prato premiado no festival gastronômico da cidade. Por tudo isso, experimente a cozinha e curta o papo com Brigitta que supervisiona tudo pessoalmente acompanhada das gatas Vamp e Ursinha.

Apareça.

Charme & aconchego